Epicondilite Lateral (Cotovelo de Tenista): sintomas, diagnóstico e tratamento

A epicondilite lateral, conhecida como cotovelo de tenista, é uma inflamação dos tendões localizados na parte externa do cotovelo. Apesar do nome, não afeta apenas atletas, sendo comum em pessoas que realizam atividades repetitivas com os braços, como digitar, carregar peso, usar ferramentas ou tocar instrumentos musicais. Essa condição pode causar dor persistente e limitar movimentos simples do dia a dia.

Sintomas da epicondilite lateral

  • Dor na região externa do cotovelo, que pode irradiar para o antebraço

  • Aumento da dor ao segurar objetos ou apertar a mão de alguém

  • Fraqueza ao levantar peso ou realizar movimentos repetitivos

  • Sensibilidade ao toque no epicôndilo lateral (parte óssea externa do cotovelo)

  • Dificuldade para realizar tarefas simples, como abrir uma garrafa ou segurar uma xícara

Causas e fatores de risco

A epicondilite lateral está relacionada ao uso excessivo dos músculos extensores do antebraço.
Entre os principais fatores de risco estão:

  • Movimentos repetitivos no trabalho ou no esporte

  • Uso inadequado de ferramentas ou equipamentos esportivos

  • Atividades que exigem força de preensão manual (segurar firme objetos)

  • Idade entre 30 e 50 anos, faixa em que a lesão é mais comum

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado por exame clínico, com testes que reproduzem a dor na região afetada. Exames de imagem, como ultrassonografia e ressonância magnética, podem ser solicitados em casos persistentes para descartar outras causas de dor no cotovelo.

Tratamento da epicondilite lateral

Conservador: inclui repouso relativo, uso de órteses, fisioterapia com alongamentos e fortalecimento, aplicação de gelo e anti-inflamatórios.

Procedimentos auxiliares: infiltrações e terapias regenerativas podem ser utilizadas em casos resistentes ao tratamento clínico.

Cirúrgico: indicado apenas em situações graves e crônicas, quando não há resposta às demais opções.

Recuperação e reabilitação

A recuperação varia conforme a gravidade e a adesão ao tratamento. A maioria dos pacientes melhora entre 6 e 12 semanas com fisioterapia adequada. Nos casos cirúrgicos, a reabilitação pode levar alguns meses, exigindo acompanhamento para retorno completo às atividades.

Perguntas frequentes

Só tenistas têm epicondilite lateral?

Não. Apesar do nome, a maioria dos pacientes não pratica tênis. A doença é causada por movimentos repetitivos de punho e antebraço, comuns em várias profissões.

A epicondilite lateral pode se tornar crônica?

Sim. Quando não tratada corretamente, a inflamação pode persistir e limitar as atividades do dia a dia por meses.

O uso de órtese ajuda no tratamento?

Sim. As braçadeiras específicas para epicondilite podem reduzir a sobrecarga nos tendões e aliviar os sintomas.

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